Formas de violência

Oswaldo Guayasamin (1919-1999), equatoriano. um pintor de potente denuncia social. Imerso nos problemas da pobreza e da explotação em Latino-Americana e nos temas universais do homem, suas obras tratam de violência, de injustiça e de dor.

O que é violência?

No mundo existem várias formas de violência, por exemplo: o preconceito, as agressões físicas e verbais, o bullying, a homofobia e a violência contra a mulher, entre outras. Elas acontecem quando alguém ou um grupo de pessoas utiliza intencionalmente a força física ou o poder para ameaçar, agredir e submeter outras pessoas, privando as de liberdade, causando algum dano psicológico, emocional, deficiência de desenvolvimento, lesão física ou até a morte.

Algumas formas de violência:

  • Violência física– Ação ou omissão que coloque em risco ou cause dano à integridade física de uma pessoa.
  • Violência institucional– tipo de violência motivada por desigualdades (de gênero, étnico-raciais, econômicas etc.) Predominantes em diferentes sociedades. Essas desigualdades se formalizam e institucionalizam nas diferentes organizações privadas e aparelhos estatais, como também nos diferentes grupos que constituem essas sociedades.
  • Violência intra familiar– acontece dentro de casa ou unidade doméstica e geralmente é praticada por um membro da família que viva com a vítima. As agressões domésticas incluem: abuso físico, sexual e psicológico, a negligência e o abandono.
  • Violência moral– ação destinada a caluniar, difamar ou injuriar a honra ou a reputação da mulher.
  • Violência patrimonial– ato de violência que implique dano, perda, subtração, destruição ou retenção de objetos, documentos pessoais, bens e valores.
  • Violência psicológica– ação ou omissão destinada a degradar ou controlar as ações, comportamentos, crenças e decisões de outra pessoa por meio de intimidação, manipulação, ameaça direta ou indireta, humilhação, isolamento ou qualquer outra conduta que implique prejuízo à saúde psicológica, à autodeterminação ou ao desenvolvimento pessoal.
  • Violência sexual– ação que obriga uma pessoa a manter contato sexual, físico ou verbal, ou a participar de outras relações sexuais com uso da força, intimidação, coerção, chantagem, suborno, manipulação, ameaça ou qualquer outro mecanismo que anule ou limite a vontade pessoal. Considera-se como violência sexual também o fato de o agressor obrigar a vítima a realizar alguns desses atos com terceiros.
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Humanos

“Uma sinestesia de cores, lágrimas e risadas se misturam em um mesmo documentário. Desfragmentamos tabus, desmitificamos preconceitos e mitos, desenvolvemos o amor pelo que o ser humano tem de melhor e de maneira nua e crua encontramos a essência da vida e o que nos torna humanos.

O que nos torna humanos? Não é tão difícil responder se pararmos para pensar na grandeza de nossas vivências, no prazer e na dor de nascer, crescer, viver e morrer.”

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Da Finlândia, contra a violência e muito mais.

“Com cenários exuberantes – alguns são tão bonitos que chegam a parecer pinturas – e trilha sonora muito bem escolhida – com composições de nomes como Offenbach, Chopin, Beethoven eHaydn – essa pequena pérola é diminuta até no tamanho: 75 minutos. Como é de praxe no cinema europeu, não vemos rostos bonitos ou corpos esculturais e muito menos imagens feitas em computador. A força de uma película desse tipo está nas interpretações naturalistas, nos silêncios que muito dizem, na trilha bem pontuada, nas emanações singelas, na delicadeza dos gestos, no olhar tocante. Jacob e Leila construirão uma impactante trajetória juntos até o magnético e surpreendente desfecho, que não precisará de grandes reviravoltas ou soluções estapafúrdias para deixar qualquer espectador arrebatado. Uma pequena aula de cinema.”  Fonte

Combate ao Bullying

KiVa é o nome de um programa de combate à perseguição em ambiente escolar ou ao bullying. Desenvolvido na Universidade de Turku, na Finlândia, e fundado em pesquisas específicas, ele é financiado pelo Ministério da Educação e da Cultura. A eficácia do programa KiVa foi demonstrada através de um estudo aleatório controlado, realizado em larga escala. O programa apresenta grande sucesso na Finlândia: durante os dois primeiros anos de sua difusão, 2.260 escolas (ou seja, 75% de todos os estabelecimentos secundários não seletivos do país) a ele aderiram e o implementaram.

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A morte do rio

Manipulação digital de Deborah Netto

As toneladas de lama que vazaram no rompimento há dez dias de duas barragens da empresa Samarco em Mariana (MG) são protagonistas do maior desastre ambiental provocado pela indústria da mineração brasileira –a Samarco é empresa fruto da sociedade entre a Vale e a anglo-australiana BHP Billiton.

Sessenta bilhões de litros de rejeitos de mineração de ferro –o equivalente a 24 mil piscinas olímpicas– foram despejados ao longo de mais de 500 km na bacia do rio Doce, a quinta maior do país. Leia mais.

 

Rio

 

                                                                                                             O rio…

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Terrorismo

Pior ataque da história da França deixou 129 mortos na noite de sexta. Estado Islâmico reivindica responsabilidade: 'Cuidadosamente estudados'.
Pior ataque da história da França deixou 129 mortos na noite de sexta.
Estado Islâmico reivindica responsabilidade: ‘Cuidadosamente estudados’.

GUERRA SEM FIM
Mesmo com a guerra ao terror lançada pelos Estados Unidos após o atentado de 11 de setembro de 2001, que matou cerca de 3 mil pessoas, organizações terroristas e “lobos solitários” continuam a atacar diferentes partes do mundo. relembre os casos que mais repercutiram:

Atos terroristas

Veja onde são treinados:

Onde são treinados

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Leia mais sobre os atentados de sexta-feira 13/11 em Paris .

Os intocáveis

Erik Ravelo - Os intocáveis

A primeira imagem refere-se à pedofilia no Vaticano. A segunda, ao abuso sexual de crianças no turismo na Tailândia, a terceira refere-se à guerra na Síria. A quarta imagem, ao tráfico de órgãos no mercado negro, onde a maioria das vítimas são crianças de países pobres. A quinta refere-se a indústria das armas. E, finalmente, a sexta imagem refere-se a obesidade, culpando as grandes empresas de fast food.

Os intocáveis“, uma série do fotógrafo Erik Ravelo

Arte com animais

obras de arte controversas que utilizam animais 7 O Museu de Arte de Aspen, nos EUA, nem tinha aberto suas portas oficialmente ao público ainda quando uma de suas exposições causou uma polêmica enorme. A instalação “Moving Ghost Town”, de Cai Guo-Qiang, contaria com três tartarugas africanas que passeavam em torno de uma galeria, cada uma com dois iPads afixados em seu casco. Os aparelhos exibiam vídeos de cidades fantasmas locais. O museu reivindicou que a obra cultivava uma abordagem específica da cultura e história, mas ativistas de direitos animais rebateram o discurso como puro e simples abuso de animais. Veja outras obras de arte controversas que utilizam animais. Saiba como denunciar maus tratos aos animais.

Violência, mulher e arte

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Assista o tour da exposição internacional Off the Beaten Path: Violence, Women and Art

Em todo o mundo, as mulheres e as meninas são vítimas de inúmeros  atos de violência sem sentido. A gama de violência baseada no gênero é devastador, ocorrendo, literalmente, desde o ventre ao túmulo. Ela ocorre em todos os segmentos da sociedade, independentemente de classe, etnia, cultura, ou se o país está em paz ou guerra…  mais

 

Guarani – Kaiowá

Uma carta assinada pelos líderes indígenas da aldeia Guarani-Kaiowá, do Mato Grosso do Sul, e remetida ao Conselho Indigenista Missionário (CIMI), anuncia o suicídio coletivo de 170 homens, mulheres e crianças se a Justiça Federal mandar retirar o grupo da Fazenda Cambará, onde estão acampados provisoriamente às margens do rio Hovy, no município de Naviraí. Os índios pedem há vários anos a demarcação das suas terras tradicionais, hoje ocupadas por fazendeiros e guardadas por pistoleiros. O líder do PV na Câmara, deputado Sarney Filho (MA), enviou carta ao ministro da Justiça pedindo providências para evitar a tragédia.

Leia a carta

Quem se importa

QUEM SE IMPORTA é um documentário longa metragem sobre empreendedores sociais no Brasil e ao redor do mundo. Pessoas brilhantes, que criaram, cada qual, uma organização inovadora capaz de não só mudar a sociedade ao seu redor, mas também causar impacto social suficiente para que estas idéias possam virar políticas públicas aplicadas em várias partes

Crianças: A importância do exemplo

Filme de Theo Angelopoulos

Paisagem na Neblina começa no escuro e termina na luz, o foco recai sobre os contos de fada e o mito, deixando o papel da História (e os mundo dos adultos) de lado. Gira em torno de um pai ausente (que, na verdade, não existe mesmo) e uma mãe que existe, mas é tão ausente que é como se não existisse.

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Veja aqui um importante vídeo sobre o tema.

Walter Salles

Linha de Passe – Direção de Walter Salles

No coração de uma das maiores metrópoles do mundo, quatro irmãos tentam reinventar suas vidas. Reginaldo, o mais novo, procura obstinadamente seu pai, que nunca conheceu. Dario, sonha com uma carreira como jogador de futebol profissional. Dinho, frentista em um posto de gasolina, busca na religião o refúgio para um passado obscuro. Dênis, o mais velho, é pai e ganha a vida como motoboy. No centro desta família está Cleuza, 42 anos, grávida do quinto filho. Ela trabalha duro como empregada doméstica enquanto luta para manter os filhos na linha. Para sobreviver à brutalidade de uma cidade onde as oportunidades se afunilam, eles só podem contar um com o outro..

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Estrada para Perdição

Filme dirigido por Sam Mendes
Tudo acontece nos EUA da época da Depressão e da Lei Seca, quando gângsteres e mafiosos dominam o país. Michael Sullivan (Tom Hanks) é um deles. Ele trabalha para o poderoso John Rooney (Paul Newman, excelente aos 77 anos), que o criou como um filho. O pequeno Michael Jr. (Tyler Hoechlin), assim como todo menino, tem curiosidade em saber como é exatamente o trabalho de seu pai, mas por motivos óbvios esse assunto é proibido na família. Até o dia em que o garoto se esconde no carro do pai e finalmente presencia uma parte do seu “trabalho”: um verdadeiro banho de sangue. Em segundos, Michael Jr. não é mais apenas uma criança. Agora ele é testemunha de um violento assassinato, e está marcado para morrer. Desesperado e determinado, seu pai está disposto a tudo para não somente proteger a vida do filho, como também para evitar que ele cresça dentro de uma carreira de crimes.

Texto: Celso Sabadin, jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN.

Crianças Invisíveis

O filme Crianças Invisíveis reúne sete curtas-metragens realizados no Brasil, Itália, Inglaterra, Sérvia e Montenegro, Burkina Faso, China e Estados Unidos, dirigidos por cineastas consagrados como o chinês John Woo, o inglês Ridley Scott, o americano Spike Lee, o iugoslavo Emir Kusturica e a brasileira Kátia Lund.

O objetivo do projeto é chamar a atenção de governos e da sociedade civil para os milhares de crianças e adolescentes excluídos e invisíveis do mundo: jovens afetados pelo HIV; jovens que vivem sem suas famílias; jovens que participam de confrontos armados, jovens discriminados por fatores raciais ou étnicos.

… Considerado um dos melhores e mais emocionantes episódios do filme, ‘Bilu e João’, da brasileira Kátia Lund, mostra o cotidiano de uma menina e um menino que coletam materiais nos lixos de São Paulo.

“Essas não são crianças invisíveis no sentido estrito, porque estão presentes nas janelas dos nossos carros, mas são invisíveis porque, às vezes, preferimos vê-las, mas não enxergá-las”, afirma a representante do Unicef no Brasil, Marie-Pierre Poirier.

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Kevin Carter

Kevin Carter (13/09/1960 – 27/07/1994) foi o “maldito” fotógrafo sul-africano que ganhou o prêmio Pulitzer de 1994 pela foto acima, onde uma menina sudanesa se arrasta em campo aberto vencida pela desnutrição. Na espreita, um abutre na iminência do instintivo ataque.

Após ganhar o prêmio, Carter fez uma impiedosa autocrítica por fotografar a pequena garota. Segundo ele, apenas ”espantou momentaneamente” o abutre e depois seguiu o seu caminho, ignorando o que poderia ocorrer de novo na macabra cena.

“Um homem ajustando suas lentes para tirar o melhor enquadramento do sofrimento dela talvez tambem seja um predador, outro abutre na cena.”

Em 27 de julho de 1994, quase dois meses depois de receber o pulitzer, dirigiu seu carro até um local da sua infância e suicidou-se utilizando uma mangueira para levar a fumaça do escape para dentro do automóvel. Tinha 33 anos de idade e deixou uma nota sobre seu suicídio. Numa parte do texto ele registra:

“Estou deprimido… sem telefone… sem dinheiro para o aluguel… sem dinheiro para ajudar as crianças… sem dinheiro para as dívidas… dinheiro!!!… Sou perseguido pela viva lembrança de assassinatos, cadáveres, raiva e dor… pelas crianças feridas ou famintas… pelos homens malucos com o dedo no gatilho, muitas vezes policiais, carrascos…”

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Gil Vicente

A obra de Gil Vicente traduz um incômodo perante os modos de representação política vigentes. Transporta uma desilusão profunda sobre a possibilidade de mudanças realizadas por meio de lideranças formalmente constituídas, denunciando um esgotamento que, em muitas ocasiões, tem levado ao confronto violento. Em seu trabalho, Gil Vicente não busca a confusão entre arte e crime, mas antes a substituição do crime como ato pela criação de sua imagem explícita. Em Inimigos o artista assume, em desenhos realistas feitos em carvão sobre papel em escala natural, o papel de assassino de diversos dirigentes políticos, os quais, atuando em âmbitos geográficos diversos, são portadores de visões distintas, quando não conflitantes, do mundo.

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Cildo Meireles


Cildo Meireles é um dos artistas mais importantes da arte contemporânea brasileira. Seu trabalho, pioneiro no campo da arte da instalação, prima pela diversidade de suportes, técnicas e materiais, apontando quase sempre para questões mais amplas, de natureza política e social.

Concebida em 1967, a obra Desvio para o Vermelho foi montada em diferentes versões desde 1984 e exibida em Inhotim em caráter permanente a partir de 2006. A obra é formada por três ambientes articulados entre si: no primeiro deles (Impregnação) nos deparamos com uma exaustiva coleção monocromática de móveis, objetos e obras de arte em diferentes tons, reunidos de uma maneira improvável. Nos ambientes seguintes, Entorno e Desvio, acontece o mesmo fenômeno da primeira sala, a cor satura a matéria, se transformando em matéria.

Aberta a uma série de simbolismos e metáforas, desde a violência do sangue até conotações ideológicas, o que a obra oferece é uma seqüência de impactos sensoriais e psicológicos ao espectador: uma série de falsas lógicas que nos devolvem sempre a um mesmo ponto de partida.

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Amy Casey

Nunca se sabe quando tudo pode ser dizimado pelo mais leve dos ventos, talvez um simples sopro pode acabar com tudo outra vez. A noção de comunidade é conflitante, pois mesmo criando laços visivelmente presentes e até necessários, Amy Casey deixa claro que estes laços são extremamente sutis e frágeis e se houver algum ser humano vivendo dentro destas construções, eles estarão vivendo em um constante estado de medo, sem saber o que pode acontecer no próximo segundo.


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